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Termas de Vizela

Termas de VizelaA identidade do Concelho de Vizela está intimamente relacionada com os espaços e a história das suas águas termais. As suas nascentes já eram utilizadas pelos Celtas da Lusitânia, mas foram os Romanos que deixaram uma marca mais significativa no uso desta água. A edificação do balneário romano, parece ter atingido o seu auge na época de Tito Flávio, cujo nome estava gravado numa pedra que terá servido de cimalha de pórtico num monumento.

Durante a Idade Média, as estâncias balneárias sofreram um retrocesso, consequência de uma cultura completamente diferenciada da anterior, mas também devido às destruições causadas pelas invasões dos apelidados Povos Bárbaros. Com o Renascimento e a valorização da cultura clássica chegaram progressos médicos, dando às águas termais capacidades curativas orientadas para doenças tidas como femininas, nomeadamente a infertilidade.
Nos finais do século XVIII, a aldeia das Caldas de Vizela começa a dar passos no sentido da urbanidade, que a iria transformar numa vila termal. No decorrer do século XIX, volta a emergir no imaginário colectivo local, a importância das águas cálidas e dos "banhos romanos", originando um incremento da procura pouco acompanhado de condições de higiene. Em 1873 a exploração das águas termais fica a cargo da Companhia dos Banhos de Vizela, uma sociedade anónima de responsabilidade limitada e com sede em Guimarães. O sistema de aproveitamento hidráulico impunha a construção do edifício na cota mais baixa do rio para que as águas captadas a cotas superiores fossem directamente utilizadas nos banhos sem o recurso a bombas. A água das diversas nascentes era conduzida para depósitos superiores e inferiores. Os superiores alimentavam os duches e as estufas de vapor, e os inferiores, os banhos de tina e outras aplicações de água sem muita pressão. Para as inalações foi instalada uma máquina hidráulica capaz de comprimir a água. A captação da água do rio no açude ao ser conduzida por um conjunto de engenhos acabava por produzir a energia necessária ao funcionamento do compressor.

As potencialidades curativas das águas cálidas de Vizela incidiam, principalmente, no reumatismo e doenças do aparelho respiratório. Mas para além do seu benefício médico, este sempre foi um espaço de convívio, lazer e contacto com a Natureza. Essas actividades da alta burguesia que frequentava as termas, tiveram o seu auge nos anos vinte, onde eram praticadas as célebres lutas de flores, ceias à americana e chás rosa. 

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