Integrando os oito municípios do Vale do Ave correspondentes à NUT III (Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Santo Tirso, Trofa, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela), o projecto de constituição de uma Rota do Património Industrial do Vale do Ave tem como objectivo:
- Caracterizar como um todo, na sua unidade e diversidade, a indústria do Vale do Ave numa perspectiva histórica, sociológica, antropológica e arquitectónica.
- Criar um percurso de visita aos testemunhos do que de mais interessante os homens e as máquinas aqui criaram, constituindo uma Rota e seus percursos temáticos, salientando nomeadamente a importância do rio Ave como pólo aglutinador da indústria da região. Em cada concelho que integra a Rota foram seleccionados pólos de visita, sendo um alvo de pequenos arranjos e melhoramentos no sentido do seu tratamento museológico.
- Integrar as rotas europeias já existentes.
- Contribuir de forma dignificante e decisiva para a qualidade da imagem desta região a nível nacional e internacional.
Pretendeu-se, deste modo, dotar o Vale do Ave de um conhecimento aprofundado do seu passado industrial, dos diversos tipos de indústria existentes ao longo das épocas, das relações entre o patronato e os operários, do tipo de arquitectura utilizada, da documentação escrita e iconográfica que foi sendo produzida, e de um rol de outras pequenas grandes coisas de que é feita a história das empresas e dos homens e mulheres que nelas laboram.
Espera-se com o trabalho assim desenvolvido contribuir para o reforçar a identidade do Vale do Ave, fazendo-o através das suas indústrias, dando a conhecer o que foi e o que é a diversidade do tecido industrial de uma região servida por uma importante via fluvial - o rio Ave - que nela funcionou como elemento aglutinador. Deste modo se procura ajudar a preservar o património industrial e pré-industrial do Vale do Ave, mostrando a diversidade e a qualidade das estruturas arquitectónicas industriais aqui existentes. A divulgação da Rota do Património Industrial em Portugal e no estrangeiro, inserindo-a nos Itinerários Culturais do Conselho da Europa, permitirá atribuir-lhe uma maior dimensão e divulgação.
O projecto foi promovido pela ADRAVE - Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave S. A., e teve como parceiros as Câmaras Municipais do Vale do Ave dos territórios envolvidos, as Universidades do Minho e do Porto, bem como diversas empresas e industriais da região, contando com o apoio financeiro do III Quadro Comunitário de Apoio, através do Programa Operacional da Região do Norte, eixo 1, medida 1.4.