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Fábrica de Fiação e Tecidos de Santo Tirso

Fábrica de Fiação e Tecidos de Santo TirsoHonoré Vavasseur, Tomás Hargreaves e João Gualberto Costa fundam em 1896 esta empresa de tecelagem, 50 anos depois da fundação da Fábrica de Negrelos, através da aquisição de uma máquina a vapor e de equipamento têxtil. Em 1887 já se encontrava a laborar, produzindo panos crus, riscados e fazendas, e já em 1899 inicia a produção de zefires. Foi oficialmente inaugurada em 1898, e em 1903 alarga o seu sector de produção para incluir a fiação e, mais tarde, para englobar as operações de acabamentos e tinturaria. As ampliações e o crescimento do edifício da fábrica foram feitos em terrenos cedidos pela Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso como execução do legado testamentário do Conde S. Bento. Nele estava prevista a construção de uma fábrica que empregasse 50 trabalhadores da própria localidade, cedendo o Conde S. Bento os terrenos e o capital inicial para o começo da construção da fábrica. Em 1900, a empresa recebe a medalha de prata, pela qualidade dos fios e tecidos de algodão, na Exposição Universal de Paris.

O edifício moderno da fábrica detinha espaços distintos, um dedicado à área fabril e à produção e um outro dedicado a uma área rural destinado à casa do gerente e uma zona de produção hortícola e animal, para o consumo da cantina.
Em 1906 este estabelecimento adopta a denominação de “Fábrica de Fiação e Tecidos de Santo Tirso, Lda” e detém já 242.000$00 reis em capital social. No ano de 1915, a fábrica torna-se sócia da Associação Industrial Portuense, um grupo de influência no sector da política sectorial do têxtil junto do Governo Central.

Ao longo da história da consolidação da empresa destaca-se a memorável visita de D. Manuel II a 25 de Novembro de 1908, viajou de caminho-de-ferro, tendo antes parado na Estação da Trofa. No momento da sua entrada na Fábrica de Fiação e Tecidos de Santo Tirso, os operários e a banda de música de Vila Nova de Famalicão preparava-se para tocar o hino nacional. A visita pelas instalações foi demorada e atenta, e iria terminar em Negrelos com a visita à Fábrica Rio Vizela.

No decorrer do século XX a empresa cresce e em 1919 já empregava perto de 2000 trabalhadores, dando início ao apoio social nos anos 40, com a construção do bairro operário nos terrenos anexos ao edifício da fábrica. A laboração da fábrica manteve-se até ao ano de 1990, mas ainda continua a ser um exemplo da capacidade de adaptação da região a uma nova lógica de produção económica e social.

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